Archive for the ‘Causos e acausos’ Category:

Musica sertaneja – Dos primórdios até o Sertanejo Universitário

Written on julho 13th, 2010 by boiaderoone shout

Dupla-Certa

Outro dia recebi um comentário meio dessaforado aqui no blog, dizendo que Victor & Léo sim é que é dupla sertaneja e outros nomes como João Bosco & Vinícius não podiam nem mesmo ser chamados de sertanejos… Fiquei nervoso com tamanho despautério… Então resolvi escrever esse post sobre as 4 fases do sertanejo que, como tudo nesse mundo, também evolui…

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O mito da viola sertaneja

Written on abril 28th, 2010 by boiadero2 shouts

“Quem não gosta de viola não põe o pé lá em casa…” Com esses versos iniciamos a história de uma lenda da música sertaneja.

Criado numa fazenda nos arredores de Araçatuba, interior de São Paulo, José Dias Nunes, conhecido pelos rincões desse Brasil pelo codinome Tião Carreiro, começou a tocar violão ainda pequeno, com 8 anos de idade, quando também já cuidava do arado e dos afazeres na roça.

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A quarentona fogosa e outras considerações pertinentes

Written on fevereiro 4th, 2010 by boiaderono shouts

Aos 25 anos, conheci uma mulher um pouco mais velha… Para ser sincero, era bem mais velha. Coisa em torno de 45. Ela não me disse ao certo a idade, pois isso seria uma indelicadeza, mesmo porque, não se pode confiar numa mulher que conta a própria idade… Imagine só o que mais ela seria capaz de contar? Na verdade, cheguei a esse número baseado nas histórias que ela contava sobra a década de 70, quando tinha 20 e poucos… é uma questão de fazer as contas.

Nos conhecemos numa festa na casa de um tio solteirão, que morava na Barra da Tijuca, no Rio. Saimos algumas vezes e eu já estava doido para levá-la para um motel. Só pensava em comer aquela coroa gostosa. Ela se fazia de difícil, mas não seria por muito tempo. Mulher tem dessas coisas. Não sei porque.

Eu já havia ouvido diversas histórias sobre a experiência de comer uma mulher mais velha e sabia que a melhor coisa é o aprendizado sexual. Elas tem muito para ensinar.

Acho que ela também devia estar no ponto, doida para tirar o atraso de 3 anos de viuvez. Quando rolavam uns pegas mais quentes, ela parecia que iria subir pelas paredes, mas na hora H, dava um jeitinho de se esquivar. Eu estava gostando daquele jogo e cada dia ficava mais perto de marcar o gol.

Uma noite ela teve a brilhante idéia que poderia rolar, mas se fosse dentro do carro em um local afastado. Disse que seria mais emocionante e que sempre teve aquela tara. Eu topei. Estava acostumado a levar as meninas para o escurinho, para economizar o dinheiro do motel.

Fomos para uma rua escura e começamos o agarra, agarra. Era mão para um lado, perna para o outro, mão naquilo, aquilo na mão…

A coisa já estava ficando emocionante, o clima estava fervendo apesar do frio daquela noite de inverno. Ela tinha razão, aquilo traria mais emoção para a transa. Eu estava no clima. Pulei em cima dela e comecei a querer avançar o sinal, mas de repente ouvi alguém batendo no vidro do carro. Meu coração disparou, fiquei gelado… mais três batidinhas… fiquei com as pernas bambas, ela também estava com medo, cara de assustada. Mais três batidinhas e uma voz:

- É a polícia, saia do carro, por favor.

Que alívio…

- Não seria muito aconselhável – respondi ainda tremendo.

- Veste essa calça e sai do carro – insistiu ele. Obedeci. Ele deu uma olhadela pra dentro do carro.

- Pegando a titia, garotão? Minha vontade era perguntar o que ele tinha com aquilo, mas a prudência dizia que não seria uma boa atitude. A menos que eu quisesse dar uma voltinha de camburão. Não era o caso.

- Algum problema policial? Posso ajudar em alguma coisa? Falei, tentando não parecer um cagão apavorado.

- Não sabe que é perigoso fazer esse tipo de coisa por aqui garoto? E se fosse um bandido batendo na sua janela? Ia ficar só com as cuecas. Quer um conselho? Leva a titia prum motel.

- Sim senhor, vamos fazer isso – disse entrando no carro.

Essa foi a quase transa mais emocionante da minha vida.

Nunca confie numa mulher…

Written on janeiro 23rd, 2010 by boiaderono shouts

O Boiadero e o Rico me convidaram para contar minhas experiências de vida aqui no blog. Primeiramente vou me apresentar: meu nome é Caio Prado, 42 anos, publicitário, ex-vendedor de uma multinacional de telecomunicações, amante de rodeio e de música sertaneja. atualmente moro no Rio de janeiro, mas sou gaúcho de nascimento e criação. Começo com uma história interessante e engraçada dos tempos de vendedor:

Estava eu viajando a São Paulo para um treinamento de vendas na matriz da empresa em que trabalhava. Depois da reunião, que durou o dia todo, fui direto para o hotel, tomar um banho, descansar, já que pegaria o avião de volta para o Rio de Janeiro na manhã seguinte.

Os caras das outras filiais da empresa também estavam no mesmo hotel. Quando acabei de tomar um banho e desci para comer alguma coisa encontrei aquele bando de homem engravatado tomando whisky no bar do hotel.

Juntei-me a eles e ficamos bebendo, falando sobre os velhos dilemas que assombram a cabeças dos homens: mulher, futebol e bebida… nessa ordem.

Reparei que na mesa ao lado estavam duas garotas, uma loira e uma morena. Lindas, daquelas de parar o trânsito. O engraçado é que elas começaram a corresponder aos olhares dos marmanjos em nossa mesa. Até então nada de anormal, mas confesso que estranhei quando um dos caras se levantou dizendo: “Quem quer conhecer aquelas duas belezinhas?”. Foi até a mesa das moças, falou alguma coisa e voltou em seguida, acompanhado das meninas.

Por uma estranha razão que desconheço, talvez pura sorte, a morena sentou ao meu lado. Conversa vai, conversa vem, whisky, vinho, ficamos 4 na mesa. Eu, a morena, a loira e um cara do Paraná.

Ele puxou a loira pelo braço e convidou-a para subir até seu quarto e ela aceitou. Diante disso, não pude deixar de convidar a morena, que também aceitou prontamente. Achei estranho, mas não dei mais importância. Estava empolgado.

Chegamos no quarto, eu bastante afoito, fui logo agarrando a menina. Neste momento ela colocou a mão no meu peito e disse: “Pra você eu faço por 800 reais”. Fiquei sem resposta.

Como se tivessem tirado uma venda dos meus olhos, percebi porque tinha sido tão fácil levá-las para nossa mesa e depois para o quarto. Ingênuo? Pode ser. Que atire a primeira pedra quem nunca andou de mãos dadas com uma profissional, achando que estava com a bola toda… Se jurar que não, é porque caiu feito um patinho, pois elas estão por toda parte… Acorda meu amigo!

“Calma, vamos conversar… Como assim 800?” – respondi.

“Tenho que ganhar a vida, ou você acha que as coisas estão fáceis?” – ela disse.

Diante disso, fiz o que qualquer homem, macho, faria no meu lugar: perguntei se ela queria conversar sobre o assunto, que poderia se abrir comigo. O que? Pensou que fosse o que? Se eu tivesse 800 reais eu casava, ou comprava uma bicicleta…

Como era de se esperar, em se tratando de uma mulher, ela desandou a falar. Me contou toda a história da sua vida. Os detalhes não vêm ao caso…

No final ela disse: “Você é um amor, faço por 500”.

Eu disse que não tinha e pedi para que ela não contasse nada. Perguntei se ela se importava de os outros caras pensarem que tinha rolado. Ela disse que não se importava e que não diria nada. Me deu um beijo no rosto e saiu.

Até hoje sou motivo de chacota quando o pessoal da equipe de vendas se reúne para um curso ou conferência. Não dá para confiar mesmo nas mulheres, principalmente nas de vida fácil…

Caio Prado

A Morena e o Violeiro – Uma canção prozeada

Written on janeiro 21st, 2010 by Ricono shouts
*Baseado na canção “Morena Proibida” de Jorge e Mateus
Texto: Rico

O velho sentou-se a meu lado naquele banco de madeira colocado em frente à entrada principal do bar. A vista dava para uma praça bonita na pequena cidade. Eu segurava em uma das mãos o copo e na outra o cordão de ouro com um pingente e nele a foto de minha amada que eu tinha deixado em Minas Gerais. A saudade cortava meu peito como uma navalha. Era a sina de um viajante…

O velho percebeu minha angústia e como que adivinhando meus pensamentos, começou a contar uma história de amor. Eu, mais curioso que fofoqueira bisbilhotando a vida alheia, não perdia um detalhe daquele causo…

“Ah, essa história que vou lhe contar aconteceu aqui mesmo, pra essas bandas, faz tanto tempo que às vezes penso que foi um sonho” – Comentou o velho, olhos perdidos no horizonte.

“Me lembro que, naquela época, não me separava um só minuto da minha viola. Éramos como unha e carne. Minha companheira”.

“Um belo dia, andando sem rumo, acho que tive uma visão. Uma morena. A coisa mais linda que meus olhos já tinham visto. Ela estava debruçada sobre o portão de sua casa, observando o movimento no fim de tarde. Uma praça como essa, de uma pequena cidade, também parecida com essa, estava cheia de crianças brincando, os adultos sentados na porta das casas, jogando conversa fora. É a criatura mais formosa que já caminhou por essa terra – pensei”.

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Mistério e suspense no mundo sertanejo

Written on janeiro 11th, 2010 by boiaderono shouts

Meu amigo Fábio Dornelles, do Território Sertanejo, publicou em seu blog uma história no mínimo curiosa sobre um casal, Xandy e Sara, que formavam uma dupla sertaneja.

Reza a lenda que numa tarde de domingo em Campinas/SP, o aposentado Fernando Pompeo, de 73 anos, levou o neto de um amigo para passear em sua caminhonete Blazer. De repente, numa esquina, um homem saiu de um carro batido, avançou sobre a Blazer e arremessou em sua direção o que parecia ser um pacote. ‘Fica pra você’, gritou.

O homem era o músico sertanejo Alexandre Alvarenga, de 31 anos, e o pacote era o próprio filho, José Alexandre, de 1 ano. O bebê caiu no colo do motorista, entre cacos de vidro, e Pompeo só se deu conta de que era uma criança, e não um boneco, quando viu o sangue. ‘Fiquei sem ação. O garoto que estava comigo, que tem apenas 8 anos, ficou com medo e começou a chorar’, conta.

Alvarenga foi embora arrastando a filha, Alessa, de 6 anos. A poucos metros dali, começou a bater a cabeça da menina em uma árvore. Sua mulher, Sara Maria Rosolen Alvarenga, de 32 anos, não impediu as agressões. Enquanto tudo acontecia, deitada no chão, ela gritava ‘Xô, Satanás’, até que uma testemunha salvou a menina e a polícia prendeu os dois.

O casal formava a dupla sertaneja Xandy & Sara, tem dois discos gravados e se preparava para lançar o terceiro . A produtora da familia vinha progredindo bem, entre seus trabalhos mais conhecidos está o arranjo da canção ‘Meu País’, cantada por Zezé Di Camargo & Luciano no programa eleitoral de Lula. Até agora Xandy e Sara ainda não sabem porque fizeram aquilo com os filhos…Será que as imagens abaixo poderiam ajudá-los a lembrar?

Teria o casal sido vítima de forças malígnas? Ou seria pura insanidade mental que explica um ato tão bárbaro? É uma pergunta que infelizmente não poderemos responder. Mas que é sinistro, ah, isso é.

*Dê uma olhadinha na postagem do Território Sertanejo, de onde tirei esse post.

Vai começar…

Written on janeiro 5th, 2010 by boiaderono shouts

Marido chega em casa:
- Rápido, me traga uma cerveja antes que comece! A mulher não entendeu, mas pegou a cerveja e a levou para ele.
Quando ele terminou aquela cerveja, ele disse:
- Rápido, me traga outra cerveja, já está quase começando!!!
Ela ficou mais confusa ainda, mas trouxe a cerveja. O cara terminou a segunda lata e disse:
- Vai rápido, me traga mais uma, vai começar a qualquer momento!!!
E a mulher, revoltada:
- Ah, chega! Que droga é essa, você está aí todo folgado, chega e nem me fala oi, não levanta essa bunda gorda daí e acha que vou ficar trazendo cerveja pra você igual uma escrava? Você não percebe que eu trabalhei o dia inteiro, lavei, passei, limpei a casa, cozinhei, e ainda fiz compras ?
- Pronto… COMEÇOU!!!

Ví lá no Uhull.