O Boiadero e o Rico me convidaram para contar minhas experiências de vida aqui no blog. Primeiramente vou me apresentar: meu nome é Caio Prado, 42 anos, publicitário, ex-vendedor de uma multinacional de telecomunicações, amante de rodeio e de música sertaneja. atualmente moro no Rio de janeiro, mas sou gaúcho de nascimento e criação. Começo com uma história interessante e engraçada dos tempos de vendedor:

Estava eu viajando a São Paulo para um treinamento de vendas na matriz da empresa em que trabalhava. Depois da reunião, que durou o dia todo, fui direto para o hotel, tomar um banho, descansar, já que pegaria o avião de volta para o Rio de Janeiro na manhã seguinte.

Os caras das outras filiais da empresa também estavam no mesmo hotel. Quando acabei de tomar um banho e desci para comer alguma coisa encontrei aquele bando de homem engravatado tomando whisky no bar do hotel.

Juntei-me a eles e ficamos bebendo, falando sobre os velhos dilemas que assombram a cabeças dos homens: mulher, futebol e bebida… nessa ordem.

Reparei que na mesa ao lado estavam duas garotas, uma loira e uma morena. Lindas, daquelas de parar o trânsito. O engraçado é que elas começaram a corresponder aos olhares dos marmanjos em nossa mesa. Até então nada de anormal, mas confesso que estranhei quando um dos caras se levantou dizendo: “Quem quer conhecer aquelas duas belezinhas?”. Foi até a mesa das moças, falou alguma coisa e voltou em seguida, acompanhado das meninas.

Por uma estranha razão que desconheço, talvez pura sorte, a morena sentou ao meu lado. Conversa vai, conversa vem, whisky, vinho, ficamos 4 na mesa. Eu, a morena, a loira e um cara do Paraná.

Ele puxou a loira pelo braço e convidou-a para subir até seu quarto e ela aceitou. Diante disso, não pude deixar de convidar a morena, que também aceitou prontamente. Achei estranho, mas não dei mais importância. Estava empolgado.

Chegamos no quarto, eu bastante afoito, fui logo agarrando a menina. Neste momento ela colocou a mão no meu peito e disse: “Pra você eu faço por 800 reais”. Fiquei sem resposta.

Como se tivessem tirado uma venda dos meus olhos, percebi porque tinha sido tão fácil levá-las para nossa mesa e depois para o quarto. Ingênuo? Pode ser. Que atire a primeira pedra quem nunca andou de mãos dadas com uma profissional, achando que estava com a bola toda… Se jurar que não, é porque caiu feito um patinho, pois elas estão por toda parte… Acorda meu amigo!

“Calma, vamos conversar… Como assim 800?” – respondi.

“Tenho que ganhar a vida, ou você acha que as coisas estão fáceis?” – ela disse.

Diante disso, fiz o que qualquer homem, macho, faria no meu lugar: perguntei se ela queria conversar sobre o assunto, que poderia se abrir comigo. O que? Pensou que fosse o que? Se eu tivesse 800 reais eu casava, ou comprava uma bicicleta…

Como era de se esperar, em se tratando de uma mulher, ela desandou a falar. Me contou toda a história da sua vida. Os detalhes não vêm ao caso…

No final ela disse: “Você é um amor, faço por 500”.

Eu disse que não tinha e pedi para que ela não contasse nada. Perguntei se ela se importava de os outros caras pensarem que tinha rolado. Ela disse que não se importava e que não diria nada. Me deu um beijo no rosto e saiu.

Até hoje sou motivo de chacota quando o pessoal da equipe de vendas se reúne para um curso ou conferência. Não dá para confiar mesmo nas mulheres, principalmente nas de vida fácil…

Caio Prado