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A quarentona fogosa e outras considerações pertinentes

Written on fevereiro 4th, 2010 by boiaderono shouts

Aos 25 anos, conheci uma mulher um pouco mais velha… Para ser sincero, era bem mais velha. Coisa em torno de 45. Ela não me disse ao certo a idade, pois isso seria uma indelicadeza, mesmo porque, não se pode confiar numa mulher que conta a própria idade… Imagine só o que mais ela seria capaz de contar? Na verdade, cheguei a esse número baseado nas histórias que ela contava sobra a década de 70, quando tinha 20 e poucos… é uma questão de fazer as contas.

Nos conhecemos numa festa na casa de um tio solteirão, que morava na Barra da Tijuca, no Rio. Saimos algumas vezes e eu já estava doido para levá-la para um motel. Só pensava em comer aquela coroa gostosa. Ela se fazia de difícil, mas não seria por muito tempo. Mulher tem dessas coisas. Não sei porque.

Eu já havia ouvido diversas histórias sobre a experiência de comer uma mulher mais velha e sabia que a melhor coisa é o aprendizado sexual. Elas tem muito para ensinar.

Acho que ela também devia estar no ponto, doida para tirar o atraso de 3 anos de viuvez. Quando rolavam uns pegas mais quentes, ela parecia que iria subir pelas paredes, mas na hora H, dava um jeitinho de se esquivar. Eu estava gostando daquele jogo e cada dia ficava mais perto de marcar o gol.

Uma noite ela teve a brilhante idéia que poderia rolar, mas se fosse dentro do carro em um local afastado. Disse que seria mais emocionante e que sempre teve aquela tara. Eu topei. Estava acostumado a levar as meninas para o escurinho, para economizar o dinheiro do motel.

Fomos para uma rua escura e começamos o agarra, agarra. Era mão para um lado, perna para o outro, mão naquilo, aquilo na mão…

A coisa já estava ficando emocionante, o clima estava fervendo apesar do frio daquela noite de inverno. Ela tinha razão, aquilo traria mais emoção para a transa. Eu estava no clima. Pulei em cima dela e comecei a querer avançar o sinal, mas de repente ouvi alguém batendo no vidro do carro. Meu coração disparou, fiquei gelado… mais três batidinhas… fiquei com as pernas bambas, ela também estava com medo, cara de assustada. Mais três batidinhas e uma voz:

- É a polícia, saia do carro, por favor.

Que alívio…

- Não seria muito aconselhável – respondi ainda tremendo.

- Veste essa calça e sai do carro – insistiu ele. Obedeci. Ele deu uma olhadela pra dentro do carro.

- Pegando a titia, garotão? Minha vontade era perguntar o que ele tinha com aquilo, mas a prudência dizia que não seria uma boa atitude. A menos que eu quisesse dar uma voltinha de camburão. Não era o caso.

- Algum problema policial? Posso ajudar em alguma coisa? Falei, tentando não parecer um cagão apavorado.

- Não sabe que é perigoso fazer esse tipo de coisa por aqui garoto? E se fosse um bandido batendo na sua janela? Ia ficar só com as cuecas. Quer um conselho? Leva a titia prum motel.

- Sim senhor, vamos fazer isso – disse entrando no carro.

Essa foi a quase transa mais emocionante da minha vida.